É a pergunta que mais recebemos — e a resposta honesta é: depende do que o website precisa de fazer pelo seu negócio. Um site que apresenta a empresa e recebe contactos é um projecto muito diferente de uma plataforma com área de clientes e pagamentos. Neste artigo explicamos exactamente de onde vem o preço, para que possa comparar propostas com confiança.
Os 4 factores que determinam o preço
1. Âmbito e número de páginas. Um site institucional com 5 a 8 páginas (início, serviços, sobre, contacto) é a base. Cada secção adicional — catálogo de produtos, blog, área reservada — acrescenta trabalho de design, desenvolvimento e testes.
2. Funcionalidades. Formulários simples são rápidos de implementar. Autenticação de utilizadores, pagamentos online, integração com sistemas existentes ou painéis administrativos multiplicam a complexidade — e o valor que o site gera.
3. Conteúdo e design. Se a empresa já tem textos, fotografias e identidade visual, o projecto avança depressa. Se for preciso criar tudo de raiz, isso é trabalho real que deve estar no orçamento — um site bonito com textos fracos não converte.
4. Quem faz e como. Um freelancer que monta um template WordPress e uma equipa que desenha e desenvolve à medida, com testes e garantia, entregam produtos diferentes. Nenhum é errado — servem necessidades diferentes.
Faixas de investimento típicas
- Website institucional simples — o essencial bem feito: design profissional, responsivo, formulário de contacto e SEO técnico. É o investimento de entrada para ter presença digital credível. Prazo típico: 2 a 4 semanas.
- Website com gestão de conteúdos e funcionalidades — inclui CMS para a equipa actualizar conteúdo sem depender de programadores, blog, múltiplos idiomas ou catálogo. Prazo típico: 4 a 8 semanas.
- Plataforma web completa — autenticação, área de cliente, pagamentos, integrações. Aqui já não falamos de um site, mas de uma ferramenta de negócio. Prazo típico: 6 a 12 semanas ou mais.
Os custos recorrentes que deve prever
O website não é só o custo inicial. Para operar todos os anos, conte com: domínio (o registo de .co.mz é anual), alojamento (varia com o tráfego e a tecnologia), email profissional e, idealmente, manutenção — actualizações de segurança, correcções e pequenas evoluções. São valores modestos comparados com o investimento inicial, mas ignorá-los é a razão pela qual tantos sites moçambicanos estão desactualizados ou fora do ar.
Erros comuns ao comparar orçamentos
- Escolher só pelo preço mais baixo. Pergunte sempre o que está incluído: design original ou template? Testes? SEO? Garantia? Dois orçamentos com valores diferentes raramente descrevem o mesmo trabalho.
- Esquecer a propriedade. No fim do projecto, o domínio, o código e os acessos devem ficar em nome da sua empresa. Se o fornecedor desaparece, o seu site não pode desaparecer com ele.
- Não pensar no telemóvel. A maioria do tráfego em Moçambique é móvel. Um site que só funciona bem no computador está a perder a maioria dos seus visitantes.
Como pedir um orçamento bem feito
Quanto mais claro for o pedido, mais preciso é o orçamento. Descreva: o que a empresa faz, o objectivo do site (gerar contactos? vender? credibilizar?), exemplos de sites que gosta, e que conteúdos já tem. Com isto, qualquer equipa séria consegue dar-lhe uma proposta concreta em poucos dias.