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Quanto custa manter um website por ano? Os custos que ninguém lhe diz

O orçamento do website tem duas partes: a que toda a gente discute (construir) e a que quase ninguém menciona (manter). A segunda é muito menor — mas ignorá-la é a razão pela qual metade dos sites de empresas moçambicanas está fora do ar, desactualizado ou inseguro. Eis o orçamento anual realista.

Os custos fixos anuais

  • Domínio (.co.mz): taxa anual de registo. É o custo mais pequeno e o mais crítico — domínio expirado significa site E email fora do ar no mesmo dia.
  • Alojamento: onde o site vive. Para sites institucionais modernos, soluções de alojamento estático/CDN custam pouco (nalguns casos, quase nada); plataformas com base de dados e área de clientes exigem servidores mais sérios. O barato errado — servidores partilhados sobrecarregados — paga-se em lentidão e quebras.
  • Email profissional: tipicamente um valor mensal por caixa de correio (Google Workspace, Microsoft 365) ou incluído no alojamento em opções mais económicas.
  • Certificado HTTPS: hoje é gratuito nas plataformas modernas (Let's Encrypt e similares). Se alguém lhe cobra valores altos só pelo cadeado, questione.

O custo variável: manutenção

Software não é um edifício que se inaugura e fica — é mais como uma viatura: precisa de revisões. A manutenção cobre actualizações de segurança (crítico em sites WordPress: plugins desactualizados são a porta de entrada nº 1 de ataques), correcções de problemas que surgem, pequenas alterações (preços, equipa, conteúdos) e monitorização — saber que o site caiu antes do cliente lhe dizer.

Há dois modelos: contrato mensal de manutenção (valor fixo, resposta garantida — recomendado para sites que geram negócio) ou intervenção pontual (paga quando precisa — aceitável para sites simples e estáticos, que têm muito menos a falhar).

Onde se pode poupar — e onde nunca

Pode poupar: na arquitectura. Um site estático moderno (sem base de dados, sem plugins) tem custos de alojamento próximos de zero e quase nada que possa ser atacado ou avariar — para sites institucionais, é frequentemente a escolha tecnicamente superior e mais barata.

Nunca poupe: no domínio (renove sempre, em nome da empresa), nas actualizações de segurança (um site comprometido custa reputação e dinheiro), e em backups se o site tem dados (encomendas, clientes).

Regra de bolso: espere gastar por ano, em manutenção e operação, algo na ordem de 10–20% do custo de construção do site. Se o seu fornecedor não consegue explicar-lhe este orçamento linha a linha, é sinal de que não pensou nele — e vai improvisar à sua custa.

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