A pergunta certa não é «quanto custa anunciar no Facebook?» — é «quanto posso pagar por cada cliente novo?». Parece um pormenor, mas é a diferença entre anunciar com controlo e queimar dinheiro às cegas. O Facebook e o Instagram não têm tabela de preços fixa: o custo depende de um leilão, do seu público e da qualidade do seu anúncio. Mas há uma coisa que depende só de si, e é a mais importante: o orçamento.
Quem decide quanto gasta é você
Nos anúncios do Facebook e Instagram, você define um orçamento diário ou total, e a plataforma nunca passa desse limite. Não existe valor mínimo assustador nem contrato: pode começar com pouco, correr o anúncio durante uma semana, pausar quando quiser e ajustar no dia seguinte. O risco de «gastar uma fortuna sem perceber» só existe para quem não define limites — e definir limites é a primeira coisa que o gestor de anúncios lhe pede.
Como funciona o leilão (e porque o custo varia)
Cada vez que alguém abre o Facebook, há vários anunciantes a querer aparecer naquele ecrã. A plataforma faz um leilão instantâneo e mostra o anúncio que oferece a melhor combinação de valor e relevância. Por isso, o custo por resultado varia conforme:
- O público: públicos muito disputados por outros anunciantes custam mais; públicos locais e específicos costumam custar menos.
- O criativo: um anúncio com boa imagem e texto claro recebe mais interacção, e a plataforma premeia isso com custos mais baixos. Anúncios fracos pagam mais pelo mesmo espaço.
- O objectivo: pagar por visualizações é mais barato do que pagar por mensagens ou vendas — mas visualizações não pagam contas. Escolha o objectivo que corresponde ao que quer mesmo: para a maioria das PME moçambicanas, é receber mensagens no WhatsApp.
Calcule o custo por venda que aguenta
Aqui está a conta que vale mais do que qualquer tabela de preços. Pegue num produto e responda: quanto sobra de margem em cada venda, depois de todos os custos? Pode gastar em anúncio, por cada venda, até uma parte dessa margem — e ainda lucrar. O seu custo máximo por venda sai da sua margem, não do que o vizinho gasta. Negócios com margens altas ou clientes que voltam a comprar podem pagar mais por cliente novo; negócios de margem curta precisam de anúncios muito mais eficientes.
Comece pequeno e trate o início como teste
O primeiro orçamento não é para lucrar — é para aprender. Um plano honesto para as primeiras semanas:
- Escolha um produto com boa margem e procura comprovada.
- Crie dois anúncios diferentes (imagem e texto distintos) para o mesmo público local.
- Defina um orçamento diário pequeno e deixe correr uma a duas semanas sem mexer.
- Conte os resultados reais: mensagens recebidas, e dessas, quantas viraram venda.
- Divida o gasto total pelas vendas — esse é o seu custo por venda real. Compare com a margem.
Se o número fechar, aumente o orçamento aos poucos e mate o anúncio mais fraco. Se não fechar, o problema raramente é «o Facebook é caro» — é o anúncio, o público ou o atendimento.
Onde o dinheiro se perde de verdade
Muitos anúncios geram conversas que morrem por má resposta. Demorar horas a responder no WhatsApp, não ter preço pronto, não aceitar M-Pesa ou e-Mola, pedir confiança sem dar provas — tudo isso encarece o anúncio sem aparecer na factura. Cada mensagem não respondida é dinheiro de anúncio deitado fora. E se vende algo que exige mais confiança, um website ou landing page profissional como destino do anúncio ajuda a converter curiosos em compradores — é precisamente o tipo de peça que a GreenCode desenvolve para acompanhar campanhas.
A resposta honesta
Quanto custa anunciar? Custa o que você definir por dia, e rende conforme a qualidade do que mostra e de como atende. Anunciantes disciplinados — que testam pequeno, medem o custo por venda e melhoram o que controlam — pagam menos por cliente todos os meses. Os outros concluem que «anúncio não funciona» e desistem. A diferença não está na plataforma; está no método.