"O site ainda funciona" é a frase que mantém no ar milhares de websites que custam clientes todos os dias. A questão certa não é se o site funciona — é se está a trabalhar a favor ou contra o negócio. Eis os seis sinais objectivos de que chegou a hora, e o aviso importante sobre como redesenhar sem destruir o que o site já conquistou.
1. No telemóvel, é uma luta
Texto minúsculo, botões impossíveis de acertar, zoom para ler. A maioria do seu tráfego é móvel — se a experiência móvel é má, a maioria dos seus visitantes está a ter uma má experiência. Este sinal sozinho justifica o redesign.
2. É lento ao ponto de doer
Mais de 3–4 segundos para mostrar conteúdo em dados móveis. Teste no PageSpeed Insights: nota móvel abaixo de 50 significa que o site afasta visitantes antes de eles verem o que vende — e o Google despromove-o por isso.
3. Parece de outra época (porque é)
Design envelhece como roupa: o site de 2018 parecia moderno em 2018. O problema não é estético — é que o visitante lê desactualização visual como desactualização do negócio. Se os concorrentes têm sites visivelmente mais profissionais, está a perder comparações que nunca chega a saber que aconteceram.
4. Mexer no site é um projecto
Mudar um preço ou trocar uma foto exige "ligar ao técnico" e esperar dias. Sites modernos permitem actualizações em minutos — se o seu transforma alterações triviais em pedidos de orçamento, a tecnologia está a cobrar renda ao negócio.
5. Não gera um único contacto
O site existe há anos e não se lembra da última vez que um cliente disse "vi no vosso site". Sem botão de WhatsApp visível, sem formulário que funcione, sem razão para o visitante agir — é um panfleto digital, não uma ferramenta comercial.
6. A tecnologia por baixo é um risco
WordPress sem actualizações há anos, plugins abandonados, avisos de segurança no browser, ou — pior — já foi comprometido uma vez. A partir de certo ponto, remendar custa mais do que reconstruir, com pior resultado.
O aviso crítico: redesenhar sem perder o SEO
Aqui mora o erro mais caro dos redesigns: o site antigo, com todos os defeitos, tem histórico no Google — páginas indexadas, posições conquistadas, links de outros sites. Um redesign feito à bruta (URLs novos sem redireccionamentos, conteúdo apagado) deita esse património fora, e o site novo e bonito começa do zero nas pesquisas. O redesign profissional inclui sempre: mapeamento dos URLs antigos, redireccionamentos 301 para os novos, preservação do conteúdo que rankeia, e verificação no Search Console depois do lançamento. Pergunte por isto a quem contratar — a resposta diz-lhe se já fizeram isto a sério.